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BRASIL , Mulher , de 20 a 25 anos


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                              09º Post   -   Texto                              

Gente, o texto é meio grandinho mas é legal viu!!!
Se vocês tiverem um tempinho leiam.

 

Sweet little sixteen (Por: Milly Lacombe)

Como o amor pode ser proibido? Por que alguns se sentem tão incomodados quando ele acontece entre duas pessoas do mesmo sexo? A carioca Milly Lacombe conclui: 19 anos depois do primeiro beijo em outra mulher, ainda não encontrou respostas a essas perguntas

Estávamos sozinhas em meu quarto. Eu, deitada na cama que ficava perto da janela. Ela, sentada na mesma cama, na altura da minha cintura, olhando-me fixamente. Ao nosso redor, meia dúzia de livros de química e física, que estávamos estudando antes de darmos início ao tão costumeiro flerte sem conseqüências que já durava seis meses. Mas esse seria um dia diferente. E ela então inclinou o corpo para a frente, debruçando-se completamente sobre mim e tomando a atitude há tanto adiada. Sua boca estava agora a um vácuo da minha.

Estávamos no terceiro colegial e aquela deveria ser uma tarde de estudos como outra qualquer. Eu ainda não sabia, mas o que estava para acontecer naquele quarto paulistano da alameda Joaquim Eugenio de Lima iria mudar o curso de minha vida. Eu tinha 16; ela tinha 17.

Havíamos nos conhecido no segundo colegial. Não demorou muito para que nos tornássemos amigas inseparáveis. Juntas, íamos ao cinema, viajávamos nos fins de semana (Ubatuba no verão, Campos no inverno), freqüentávamos a casa de amigos comuns e, claro, namorávamos meninos que fossem amigos para que não tivéssemos que alterar nossa já confortável rotina. Mas, na metade do terceiro colegial, tudo começaria a mudar, e a amizade ganharia contornos mais urgentes.

Da noite para o dia, me dei conta da beleza de seus cabelos louros, da doçura de seu rosto corado, da perfeição de sua boca e da tonacidade de seu corpo magro e sempre bronzeado; características estas que, há menos de um ano, não tinham a menor importância. De repente, estar em sua companhia passou a ser mais do que agradável; passou a ser necessário. Os telefonemas ficaram mais longos e regulares, as desculpas para ficarmos sozinhas mais improváveis, o contato físico, que fosse um despretensioso carinho no cabelo, mais procurado.

Dividida, perturbada, confusa, culpada
Mas não se engane, eu sabia muito bem o que tudo isso significava: 1) que esse era um sentimento vindo de uma parte doente e perturbada do meu ser e que jamais seria correspondido; 2) o que estava sentindo era pecado mortal e que, se deixasse de ser combatido, serviria para carimbar meu passaporte rumo ao inferno; 3) mesmo se eu vivesse um milhão de anos e, durante esse tempo, a raça humana fosse extinta e só eu e ela sobrássemos e, nesse cenário dantesco, acontecesse a ainda improvável situação de ela se apaixonar perdidamente por mim, mesmo assim, nenhuma relação física jamais seria consumada. Simplesmente porque eu não iria permitir que essa catástrofe moral se abatesse sobre nossas vidas.

E foi dessa forma que eu passei seis meses de minha adolescência: dividida, perturbada, confusa, culpada, envergonhada e, apesar de tudo, completamente feliz. Aos 16 anos descobri o amor. Que importava se fisicamente ele não me levasse a lugar nenhum? Que importava se eu tivesse que esconder meus transtornados sentimentos para o resto da vida? Que importava se eu tivesse que me forçar a namorar meninos mesmo sem sentir atração por eles? O objeto de minha apaixonada e delirante afeição era decididamente impróprio, mas, se eu conseguisse - e por que não conseguiria? - esconder meu segredo de tudo e de todos pelos próximos, quem sabe, 70 anos, então não haveria problema.

Reciprocidade doentia
Era evidente que o sentimento proibido havia encontrado reciprocidade, mas admiti-lo era também abrir a porta para que a relação física se consumasse e, como eu tinha 16 anos de treinamento intenso e regular em repressão, discriminação e intolerância - aulas muito bem ministradas pela sociedade em que vivemos e aperfeiçoadas por minha mãe -, essa continuava a ser hipótese absolutamente fora de contexto.

Foi exatamente por isso que, naquela tarde de verão em meu quarto, quando sua boca estava quase encostada na minha, eu a empurrei. E, enquanto eu tratava de alimentar a culpa católica que crescia na razão proporcional ao aumento do meu desejo, ela se aproximou mais uma vez. Antes que eu pudesse tirá-la dali novamente, estávamos nos beijando. Começou suave, tão suave, macio e doce quanto um beijo pode ser. Em segundos, estava experimentando sensações que eu nem sabia que existiam.

Beijar sua melhor amiga na boca
Eu estava beijando apaixonadamente minha melhor amiga, e isso não é o que deveria acontecer. Pelo menos não é isso o que acontece nas novelas da Globo. Mata-se, incestua-se, estupra-se, esquarteja-se, ejacula-se, decapita-se, usa-se drogas, fala-se palavrões, abusa-se de menores, fuma-se grotescamente, maridos traem e espancam suas mulheres e vice-versa - mas meninas de 16 anos não se apaixonam perdida, inocente e sinceramente por sua melhor amiga.

Foi nesse ponto que meu pensamento começou a ficar deturpado. O exercício de auto-recriminação que eu tão bem praticava foi inundado por reações químicas que nenhum dos livros que fingíamos estudar fez a gentileza de antecipar. Seu corpo abraçou o meu, nossos braços iniciaram uma dança de movimentos desencontrados, curiosos, emocionados.

Como uma coisa tão honesta e bela podia ser condenada? Como um beijo tão apaixonado e inocente podia ser errado se parecia tão certo? Então me ocorreu: é esse o sentido da vida. É para nos relacionarmos com intensidade carnal com aqueles que amamos que vamos ao trabalho todos os dias. É por isso que fazemos supermercado, que pagamos impostos e contas. É por isso, afinal, que queremos viver para sempre. Todas as questões que ficaram sem resposta por 16 anos haviam sido, com um beijo, cristalinamente respondidas.

Estávamos trocando nossas almas, nossos desejos, nossa inocência.
Essa apaixonada e proibida relação começaria na tarde de 12 de dezembro de 1983 e duraria oito anos. Juntas, descobriríamos o amor, o sexo, a dor que só os excluídos experimentam e a alegria que só os que se deixam apaixonar conhecem. Até hoje, aquele beijo, aquela tarde e aquelas sensações constituem a parte mais doce de minha memória.

Como o amor, sendo ele puro e inocente, pode ser proibido? Por que alguns se sentem tão incomodados e perturbados quando o amor se manifesta entre duas pessoas do mesmo sexo? Como exatamente eles se sentem agredidos com isso? Como distinguir uma forma de amar de outra? Existe o amor que é certo e o que é errado? Quem inventou isso? Com que intenção? Essas perguntas brotaram em minha cabeça assim que aquele improvável beijo chegou ao fim. Hoje, 19 anos depois, eu ainda não encontrei as respostas.



- Postado por: Perfect Liberty às 10h48
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                              08º Post   -   Sumi!!!!                              

Desde segunda-feira sem postar nada... Senti falta já...rsrsrsrs
Estou cheia de trabalho para fazer e tenho que terminar até sexta-feira que vem, ou seja, descansar no carnaval nem vai rolar!!!

Mudando de assunto:
SOCORROOOOOOOOOO!!!  Queria muito encontrar alguém para curtir junto, conversar, zoar, beijar e blá blá blá. Mas tá complicado, não quero garotos (acho que perdeu o encanto de vez....), queria uma garota legal, bonita, inteligente, simpática, determinada... (opss, acho que está sou eu....rsrsrs...) Mas falando mais sério, não sei como encontrar essa pessoa. Não sei onde encontrar. Não sei nada!

Estou me sentindo sozinha!
Estou triste...



- Postado por: Perfect Liberty às 14h45
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                              07º Post   -   Tranqüilidade                              

Hoje não tenho muito a falar.
Vim postar apenas para agradecer as pessoas que tem me ajudado muito nessa minha fase nova. Uma fase em que estou me conhecendo e cada vez mais me entendendo. Também não posso negar que estou cada vez mais traqüila, mas feliz, mas tudo..rsrsrs..


Aqui vai um smile verdadeiro (...meu!!!), sem batom porque eu não gosto (...iiiii...), para vocês que leêm meu blog, que comentam, ou mesmo que apenas o visitam.
Muito obrigada garotas!!!



- Postado por: Perfect Liberty às 16h51
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                              06º Post   -   Fiu-Fiuuuuu                              



- Postado por: Perfect Liberty às 14h40
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                              05º Post   -   Palavras Ao Vento                              

Cassia Eller - Palavras ao Vento
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento



- Postado por: Perfect Liberty às 12h48
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                              04º Post   -   Incrível, não!?                              

Hoje acordei com o seguinte pensamento:
- Vou viver a vida e, quer saber, desencanar!!! Não vou ficar pensando se gosto de garotas ou garotos, pouco importa, quero mais é ser feliz.

Pois foi com esse pensamento que levantei hoje.
Fui me matricular em um cursinho que, espero, me prepare para entrar na tão sonhada faculdade pública! Saindo de lá fui almoçar com o meu pai, que trabalha ali perto, um dia normal não!?

Seria, se não fosse a melância que eu carregava no pescoço. Caramba viu! Nunca vi. Olhava para um lado, olhava para o outro e tinha alguém olhando para minha cara. Bom, creio eu que devia de ser a cara de paisagem que eu estava, afinal, não estava fantasiada e não estava cagada, para que olhar, nunca viu não!? Fazia tempo que não me sentia tão tranqüila, tão despreocupada com as coisas. E quer saber mais, eu gostei, e gostei muito. Prestei atenção em coisas que nunca tinha dado importância antes. Pessoas, lojas, outdoors e até um cachorrinho. Quem diria né, em plena Avenida Paulista, uma senhora e seu cachorrinho fazendo cooper no meio de engravatados e estressados como se nada a pudesse perturbar.

Até mantive contato visual com um engravatado com um belo par de olhos azuis! E que olhos! Sem falar no terno, bem bonito! Mas nada senti por ele, apenas o olhei.

Pela 1º vez não pensei na mulher do restaurante até este momento em que estou escrevendo este post. Não que a tenha esquecido, ainda há muita água para rolar, mas quero aproveitar cada momento, quero deixar as oportunidades aparecerem e aproveitá-las, lógico!!!
Como disse a Vampira: "Cai dentro, que mulher é muito bom!"... Já estou começando a gostar da idéia!

Vampira, um beijo para você!



- Postado por: Perfect Liberty às 16h10
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                              03º Post   -   Tentar ou não!?                              

O trabalho me ajudou a esquece-lá um pouco!
De longe sinto o mesmo que sentia em meu 1º post (eu acho!).
Estou mais traquila, mais calma, enfim, mais racional!

Talvez tenha sido apenas um momento em que me deixei levar pela situação - logo eu, que sempre me achei racional demais para ser controlada por sentimentos me vi perdida por intantes. Porém, isso acabou! Não quero mais me sentir perdida, nem confusa. Não gosto disso.

Vou esquece-lá.
Quero esquece-lá.

Me sinto frágil e desprotegida quando penso nela.
Ao mesmo tempo me vem coragem, me vem vontade de fazer o que bem entender.
Não está sendo fácil.

Lestat, Nuvem e Vampira, muito obrigada!
O que eu relamente precisava era de apoio, e estou encontrando.
Um beijo enorme para vocês!



- Postado por: Perfect Liberty às 11h29
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                              02º Post   -   'Confusa'                              

Passou algumas horas do meu 1º post.
Não me sinto melhor, nem mais leve por ter desabafado, porém posso afirmar que algo em mim se tranquilizou.

Não estou pensando na minha paixão repentina pela mulher do restarante, talvez seja o trabalho que ocupou a minha mente e me fez parar de pensar nela, ou então, realmente estou esquecendo-a. Só o tempo poderá dizer o que sinto.

Preciso de ajuda.
Preciso de palavras que me façam pensar, que me ajudem a lidar com esse sentimento novo.

Continuo confusa!!!



- Postado por: Perfect Liberty às 11h01
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                              01º Post   -   Desabafo                              

Sei lá!
Deu vontade de conversar com alguém, porém, eu não confiaria a ninguém o que estou pensando neste momento!

O que aconteceu foi o seguinte:
Domingo, em um restaurante, sentei perto de uma mesa onde se encontrava uma outra "mulher". Digo mulher entre aspas, pois tenho certeza que sua preferência sexual... Não era bonita, mas também não era feia, era apenas uma pessoa normal. Seus cabelos eram curtos, como o de um homem, tinha o nariz meio grandinho e aquele ar de rebelde sem causa, todavia, ao vê-la sorrir e olhar bem no meu olho perdi o rumo!

Não sei o que estou sentindo. Muito menos o que estou pensado. Me sinto confusa!
Não consigo esquecê-la. Todos os dias me lembro desse momento olho-no-olho e me arrependo de não ter olhado mais.

Nem ao menos sei seu nome, muito menos onde mora. Sei apenas que estava naquele restaurante, na mesma hora que eu, e que foi a 2º vez em que esteve lá!
Eu estou perdida em meus pensamentos, queria encontrá-la novamente por uma razão que ainda desconheço.

Parece que tudo faz sentido agora... Nunca me apaixonei por um garoto. Nunca olhei para um cara e senti vontade de beijá-lo, mesmo achando que fosse lindo! A única vez que olhei e senti vontade de abraçar e beijar, a pessoa era uma outra mulher. A mulher do restaurante. A mulher que não sai da minha cabeça.

Será que sou lésbica!?!?



- Postado por: Perfect Liberty às 18h50
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